Eleições 2014

Raul critica manipulação da informação

Deputado apontou crimes cometidos pelos grupos Abril e RBS durante o processo eleitoral, que taxaram de corruptos a presidenta Dilma e o deputado Elvino Bohn Gass

Deputado Raul Pont - Marcelo Bertani | Agência ALRS

Deputado Raul Pont

Marcelo Bertani | Agência ALRS

Raul Pont abordou a tentativa de golpe eleitoral e de deslegitimização do processo eleitoral protagonizado pela Revista Veja, da Editora Abril, na semana que antecedeu o segundo turno das eleições presidenciais. A revista chegou a antecipar em dois dias sua circulação, exatamente para criar um clima de comoção e mudança no sentimento dos eleitores, a partir de uma denúncia que envolvia os nomes da presidenta Dilma e do ex-presidente Lula. “Qualquer revista tem direito de fazer matéria e fazer denúncia, desde que com fundamento”, sustentou o deputado petista na sessão plenária desta terça-feira (11).

Naquele momento, segundo ele, não havia, e não há, ainda, nenhuma sustentação no processo que corre em sigilo de justiça, com ou sem vazamento, pelo depoimento do doleiro Alberto Youssef ou de seu advogado. “Todos negaram, posteriormente, que houvesse tal depoimento, mas a Veja estampou na capa o suposto fato como fruto de vazamento de um processo em curso na Polícia Federal. Isto significa um crime, porque a matéria não só é mentirosa como tentou incidir diretamente num processo democrático em curso, onde, no domingo, as pessoas foram chamadas a votar e os atingidos não teriam qualquer possibilidade de defesa ou resposta em prazo exequível, fosse via TV ou rádio”.

Para Raul Pont, são públicas e notórias as posições políticas do Grupo Editorial Abril, na sustentação da ditadura militar. “Ela tem que pagar pelo crime que cometeu, afinal inventaram um fato, forjaram uma matéria e tiveram cumplicidade do PSDB, que editou a capa da revista de forma anônima, clandestina e a distribuiu em todo o país. Aqui no Rio Grande do Sul, a Gráfica Lorigraf, em Caxias do Sul, imprimiu centenas de milhares daquele panfleto, mesmo já sabendo que fora proibido pelo Tribunal Superior Eleitoral. Quem pagou isto? A coligação Muda Brasil e o PSDB”, apontou.

Crime e maldade no RS

O deputado também abordou a matéria do Jornal Zero Hora desta terça-feira (11) que aponta como causa do elevado número de suicídios entre fumicultores gaúchos possíveis pendências com financiamentos e dívidas junto ao Pronaf. Ao responder para deputados do PSDB, que levantaram suspeitas sobre os casos na Tribuna da Assembleia, Raul disse que é preciso separar os temas, pois parte das mortes deve-se ao uso de agrotóxicos e, outros, a comportamento suicida. “A malversação dos recursos do Pronaf evidentemente precisa ser esclarecida e todos aqueles que fizeram isto, punidos. Estamos sempre na linha de frente para condenar e punir qualquer um que se beneficiou deste tipo de política, de mau uso de recursos públicos. A outra questão é o uso maldoso e criminoso que fizeram do caso na propaganda eleitoral de rádio e TV”.

Na opinião do parlamentar, ao se utilizarem de informações obtidas a partir de um suposto vazamento, com base em um telefonema ao deputado federal Elvino Bohn Gass, que a imprensa repercutiu e que não permitia nenhum tipo de ilação, ambos – o deputado e o governo Tarso Genro – foram taxados criminosamente de corruptos. “Este comportamento é inaceitável para a boa prática política num regime democrático”, entende Raul. “Não demorou uma semana para que o próprio procurador da República e o ministro Teori Zavaschi, tido como dos mais rigorosos do STF, decidissem, a partir dos autos que receberam, que não havia nenhum indício que justificasse a manutenção do deputado Bohn Gass nos autos. O uso eleitoral do 'fato' foi criminoso, pois jogou a opinião pública contra o deputado e o partido do qual ele participa”.

Pont credita o fato e uma prática recorrente na grande mídia, especialmente do jornal ZH e do grupo RBS. “Fazem o alarde de sempre, identificando o deputado, e depois, quando publicam a reparação, onde sequer reconhecem que erraram, não se desculpam e nunca dão o mesmo espaço para o direito de resposta. Isto tem que acabar, é uma manipulação constante da informação, o uso mal intencionado de informações”, encerrou.

 

 

Publicado em 11/11/2014 às 18:25

Gilmar Eitelvein

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